Projeto e construção de uma bancada para testes de turbinas eólicas de eixo vertical
A falta de inovação tecnológica é o principal obstáculo para o desenvolvimento do setor de energia eólica no Brasil, de acordo com Ivonice Campos, diretora executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEE). Um exemplo disto é que das três empresas brasileiras que produzem para esse setor só uma apresenta tecnologia 100% brasileira. Isso também pode ser considerado um desperdício de oportunidade, visto que o Brasil é o país de maior potencial eólico da América Latina, com 140.000 MW de potência disponível das quais utiliza apenas 256 MW.
Embora os aerogeradores de eixo horizontal já tenham sido exaustivamente estudados para as fazendas eólicas de grande geração, as turbinas eólicas de eixo vertical possuem um enorme potencial ainda não explorado. Ainda que seu rendimento seja inferior às turbinas mais comuns de eixo horizontal, elas são capazes de gerar grandes quantidades de energia em ambientes de alta turbulência, ou seja, o que acontece em ambientes urbanos. Movidos por esse ímpeto nós decidimos pela construção de uma bancada que pudesse comparar os rotores atuais de eixo vertical e estudar a viabilidade de se aproveitar o fluxo de vento em ambientes urbanos. O estudo visa também criar um rotor ideal destinado ao ambiente urbano e a bancada será disponibilizada para outros estudos que necessitem de simulação de fluxo de ar e como incentivo à pesquisa em trabalhos de extensão.